1, 2, 1, 2... é só um teste

Não se espantem se as coisas mudarem aqui repentinamente. Enquanto a audiência ainda é baixa - e fiel - estou experimentando formatos e possibilidades para este blog. Fiquem à vontade para opinar.
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contorcionismo
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Space Invaders
Eles estão onde você menos espera.
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Eles estão onde você menos espera.

17 dicas para gerenciar sua equipe evitando a negatividade

A negatividade pode ser um dos maiores problemas nos ambientes profissionais. É como se você trabalhasse no alto de uma montanha, com ar rarefeito. Tudo parece mais cansativo. As pessoas ficam “pesadas”, reclamam pelas costas, fofocam, segregam-se e prejudicam umas às outras. Embora parte desse fenômeno seja tradicional nos agrupamentos humanos, ainda pode ser combatido.

Essa é a vantagem de trabalhar num ambiente como o meu, no qual todos tentamos ficar alertas para treinar nossas mentes e perceber como funcionam nossas negatividades. Na verdade, nossas tarefas cotidianas são como que estratégias para atingir esse objetivo.

Assim, ao longo de minha convivência de 7 meses aqui e de algumas leituras em diversas outras áreas, cheguei a 17 sugestões para lidar com a negatividade no trabalho. Todas, obviamente, foram devidamente adaptadas para pessoas que estão fora de monastérios.

1. Vá direto ao ponto: satisfaça seu cliente, não somente seu ego. Vai tomar menos seu tempo. E você é muito mais que seu trabalho. Não se identifique tanto com ele a ponto de tomar toda concessão como um ataque pessoal.

2. Não tenha medo das mudanças durante os processos. Planeje-se para ser flexível.

3. Dependendo da natureza do seu trabalho, entregue partes funcionais dele regularmente. Assim você vai poder corrigir os erros no início do processo, antes de ele ter se tornado complexo demais.

4. Aproxime-se de colegas que trabalham em outras áreas. Exemplo: se você é designer para internet, é útil saber como pensam os programadores e o que eles esperam de você.

5. Dê suporte para sua equipe. Isso nem sempre quer dizer comprar computadores e aumentar salários. Às vezes, simplesmente estar presente e ouvi-los já é o suficiente.

6. Vai levar mais de 2 e-mails para resolver um assunto? Use o telefone.

7. Evite horas extras e longas jornadas de trabalho. O descanso faz parte da produtividade. Pressão geralmente só leva a ter que refazer as tarefas.

8. Simplifique tudo o que puder.

9. Melhore o visual, cuide dos detalhes. Crie uma experiência divertida e interessante de ser integrante da sua equipe.

10. Agende cursos e horários para reciclagem técnica. Não como eventos paralelos e ocasionais, mas como parte do trabalho. Novas habilidades podem significar muita economia de tempo e recursos.

11. Combata a reclamação inútil. Em si mesmo e nos outros - gentilmente cortando fofocas ou implicâncias menores. Elas podem destruir ambientes de trabalho.

12. Valorize o esforço, mas combata o exibicionismo. As tentativas de “mostrar-se eficiente”, de querer “aparecer” demais, geralmente levam à falsidade e à competitividade suja. Isso desmotiva os colegas, cria um ambiente de desconfiança e tem um custo alto para sua empresa.

13. Sempre que possível, deixe as equipes se auto-organizarem. Valorize os resultados que indiquem que elas conseguiram pensar por si mesmas e assumir responsabilidades.

14. Agende reuniões de avaliação frequentes. Não espaço para choradeiras e exibicionismo. Mas encontros curtos, no qual todos respondem perguntas como “o que você está fazendo? o que queria parar de fazer? Por quê? O que gostaria de começar a fazer a partir de agora? O que gostaria de continuar a fazer?”

15. Crie espaços para que seus funcionários trabalhem em projetos pessoais que agreguem valor para a empresa.

16. Ajude a criar um ambiente de colaboração, publicando tutoriais na internet, oferecendo serviços públicos etc. Ou pelo menos campanhas de melhor uso dos recursos ambientais. Não seja um empresário leecher (sanguessuga).

17. Não espere que as pessoas sejam lineares. Por vezes, acordamos em crise. E não temos a mínima idéia do motivo. Nem sempre há uma explicação racional. E nem sempre precisamos de uma. Acontece com todos nós. O melhor jeito de lidar com isso é desenvolver paciência, sinceridade, comunicação clara e um certo senso de comunidade. Amanhã pode ser o seu dia ruim.

Editoras de livros ou produtoras de conteúdo?

O que é um livro? Um conjunto de papéis ou as palavras que vêm impressas nele? Aos poucos, estamos deixando de nos importar com isso, à medida entendemos conhecimento como conteúdo. Podemos experimenta-lo de diversas maneiras. Áudio, vídeo, texto de celular, frases curtas, textos complexos e maiores. Tudo pode ser combinado para uma experiência mais completa. Mas sempre dependendo de contextos. Quanto tempo disponível você tem? Onde está? Qual o objetivo de entrar em contato com determinado material? Neste momento, porque no final do dia tudo pode mudar.

Toda essa introdução para falar de um dos serviços mais interessantes que vi surgir no meio editorial recentemente, o Safari Books. O projeto é da O’Reilly, que lança alguns dos mais importantes livros sobre tecnologia do mundo. Trata-se de alguns planos de assinatura. Com US$ 49,99 por mês, o usuário pode acessar centenas de livros do catálogo da O’Reilly, além de cursos em vídeo, rascunhos, tutoriais, capítulos avulsos e prévias, além de ganhar descontos de até 35% nos livros em papel. A versão mais barata (US$ 22,99) libera apenas 10 livros por mês.

Produtoras de conteúdo
Note que o conceito de editora foi ampliado para outro: produtora de conteúdo. Útil, mas ainda um pouco tímido. Eu pagaria facilmente por acesso ilimitado aos bancos de dados de certas editoras. E conteúdo relacionado. Comprou um livro sobre Stanley Kubrick? Por que não obter artigos de jornais, clipes, entrevistas em áudio e filmes inteiros?

O que nos leva a questionar. Para que exatamente recorrer a uma editora, se posso ir diretamente à fonte, o autor? Imagine um site de Franz Kafka, por exemplo. Um que tivesse seus livros em formatos diversos (pdfs, impressos, audiobooks), vendidos com várias licenças de uso (individual, passível de cópia e distribuição limitada), vídeos, rascunhos, primeiras versões de textos, diários ou sabe-se lá o quê. Você não pagaria assinaturas para poder vasculha-lo regularmente? Você não seria um “seguidor” de determinados autores (via Twitter, Friendfeed, RSS etc.)?

Integrando e ordenando
Todo material, é claro, deveria estar relacionado, num bom banco de dados, que pudesse buscar por palavras chave, entre outros critérios. Isso aumentaria muito a produtividade de pesquisadores e acadêmicos. Além de abrir mais possibilidades para os autores. Imagine o que um escritor como Julio Cortázar poderia fazer com nossas ferramentas de compartilhamento digital.

Isso não quer dizer que o escritor – essa entidade semi-divina - precise se transformar num programador. Mas que os agentes e editoras precisam rever seu papel. Podem se tornar verdadeiros gestores de conteúdo para diversas plataformas.

O problema é que dizer algo assim pode ativar automaticamente os preconceitos dos autores. Eles não precisam se tornar publicitários, mas usar os meios disponíveis, em vez de apenas pensar em tradição e propriedade.

Não quero mais, quero melhor
Serviços como o da O’Reilly ajudam a apontar caminhos. Mas ainda estão presos ao modelão “editora”. Ao criar uma relação mais dinâmica com o conhecimento (ou com o entretenimento, como fazem os produtores do seriado Lost), abrimos novas possibilidades de experiência de aprendizado e de assimilação.

No futuro, em vez de precisar vir até sites como este Produtividade Pessoal para ler dicas como “estude melhor, faça anotações” e outras coisas chatas, talvez você possa integrar técnicas antigas de aprendizado - como os “passeios” de Aristóteles, a contemplação (de algumas técnicas asiáticas), a repetição sistemática - com métodos mais técnológicos - como ensino à distância, mp3 players, redes sociais etc.

Novo, velho, estático, dinâmico, papel, bits, são todos conceitos úteis. A não ser quando usados para criar fronteiras restritivas. São válidos se ajudam na integração de conteúdo. Para resumir de um jeito técnico: a portabilidade de dados precisa chegar ao mundo off-line.

Ao completar 18, aliste-se na Brigada Vermelha
Ao completar 18, aliste-se na Brigada Vermelha
Ao completar 18, aliste-se na Brigada Vermelha
Ao completar 18, aliste-se na Brigada Vermelha

Quando a distração ajuda na produtividade

Ontem, Linda Stone, do blog O’Reilly Radar, fez uma interessante reflexão sobre distrair-se no ambiente de trabalho. Segundo ela, nem todas as distrações são negativas:
Fiz uma auditoria informal sobre como me comporto quando estou cansada do trabalho. Às vezes, checava e-mails. Às vezes saia para tomar um chá ou andar. Quando fazia atividades quietas, reflexivas e receptivas, sentia-me restaurada. Estava aberta para receber insights e permanecer no momento presente. Assim, quando retomava o projeto no qual estava empacada, sentia uma nova energia. Comecei a chamar esse processo de distração receptiva. Ela é de um tipo que cria espaço mental.

Mas quando vou olhar e-mails, saio da linha. Quer dizer, perco a sequência do que estava fazendo e fico imersa em todo tipo de outras questões. A isso eu chamo de distração delusiva (enganosa). Penso que vou dar apenas uma pausa e responder alguns e-mails e acabo demorando muito para voltar ao meu projeto.
No meu cotidiano, também já percebi isso. Distrair-se na frente do computador não causa sensação de descanso. Pelo contrário, traz um certo sentimento de sobrecarga e perda de tempo.

Mas há algo no texto de Linda Stone que me incomoda. Por que chamar as pausas durante o expediente de distrações? Prefiro chama-las de intervalos táticos. Eles fazem parte do processo criativo. Até para fazer musculação é preciso descansar antes das repetições dos exercícios.

A pausa faz parte da produtividade. Favorece outros processos mentais, além dos conscientes e dito racionais. Assim, algumas empresas já perceberam que pode ser lucrativo criar espaços, métodos e horários de trabalho flexíveis, capazes de incorporar os diversos ritmos corporais e cognitivos dos seus empregados.

Se uma companhia tenta padronizar ao máximo todos os seus funcionários, apenas cria outro problema: ter que lidar com procrastinadores e acomodados. Não acredita? Dê uma olhada nessa matéria da Associated Press.

via www.cameraphonesplaza.com
Vai logo…
Patroa.
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Devagar?

As coisas estão indo devagar por aqui por enquanto. Estou no meio de um grande projeto, que ainda vai consumir alguns dias. Então, até lá, vou ter de deixar o PP em segundo plano. Mas já voltamos, com novidades.

Quanto custa a sobrecarga de informações?

Segundo a compahia de pesquisas norte-americana Basex, a sobrecarga de informação já custa cerca de US$ 650 bilhões aos EUA. A informação é do Read Write Web.

Os dados indicam que as tecnologias que criamos para aumentar nossa produtividade (em especial computadores e internet) também deixam os trabalhadores esgotados, ao lidar com cada vez maiores quantidades de informação e interrupções.

A coisa está ficando tão séria que, segundo o New York Times, Microsoft, Intel, Google e IBM estão se unindo para criar um grupo para estudar o problema.